Luciana Braga: da dor ao protagonismo — a mulher que transformou suas cicatrizes em ferramentas de justiça

Existem histórias que não apenas comovem — elas iluminam. Histórias que, contadas por mulheres como Luciana Braga, não são apenas trajetórias individuais de superação, mas mapas coletivos de resistência e transformação. Ela não venceu apenas desafios externos. Luciana enfrentou o mais complexo dos confrontos: o de quem precisou reencontrar a si mesma, depois que tentaram apagar sua identidade.

Hoje advogada reconhecida, presidente da Comissão de Direito de Família e Sucessões da OAB de Mossoró-RN, professora universitária, palestrante e quase nutricionista, Luciana parece ter muitos nomes. Mas todos eles se amarram numa palavra só: coragem.

Foi com coragem que ela superou um relacionamento marcado por violência psicológica — a forma de violência que, embora silenciosa, fere profundamente. “Ele me fazia duvidar de mim mesma, fazia eu acreditar que nunca seria capaz”, relata. Mas ela foi. E hoje, ao narrar sua história, Luciana não carrega amargura: carrega propósito.

Mãe de duas crianças, esposa, filha dedicada, ela voltou a estudar quando muitos a julgavam vencida. Criou seu próprio escritório de advocacia, construiu uma carreira acadêmica sólida, enfrentou incontáveis “nãos” até que o primeiro “sim” chegasse — e chegou. Persistente, fez do impossível seu ponto de partida.

Mas Luciana não parou nela. Sua missão é coletiva. Com o projeto Podcast Tardes em Família, promove diálogos públicos sobre temas jurídicos que atravessam o cotidiano de todas as famílias: guarda, alienação parental, direitos LGBTQIAPN+, idosos, crianças. Um conteúdo acessível, sensível e comprometido com a cidadania informada. “Nosso papel é ouvir, orientar e acolher. Direito de família é, antes de tudo, sobre pessoas”, afirma.

Seu trabalho vai além da advocacia técnica: é militante, pedagógico e transformador. Com o projeto “A Ordem por Elas”, desenvolvido pela Comissão da Mulher Advogada Subseção de Mossoró, percorreu escolas, mercados, UBSs e órgãos públicos, levando informação e orientação jurídica sobre os direitos das mulheres, especialmente no Agosto Lilás, mês de combate à violência de gênero.

Mais recentemente, foi convidada para integrar o Conselho Municipal de Educação. E embora ainda esteja começando nessa nova frente, sua atuação promete o que já tem sido marca de sua caminhada: compromisso com a mudança estrutural.

Luciana quer mais. Pretende ampliar seu escritório e oferecer oportunidades a novos profissionais, deseja se especializar em Direito Eleitoral e atuar em campanhas com um olhar atento à proteção dos direitos das mulheres na política. Defende políticas afirmativas, cotas de gênero, espaços inclusivos e ambientes de trabalho que respeitem a maternidade e a diversidade.

Como professora, ela ensina. Como advogada, defende. Como mulher, resiste, transforma e inspira. Sua liderança se guia pela escuta ativa, ética e inovação. Seus sonhos caminham ao lado de suas ações. E o que ela deseja para o futuro é simples — e imenso: uma sociedade justa, onde nenhuma mulher precise duvidar da própria força.

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